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Grande tarefa da revolucao consiste em formar o homem novo, A
R$ 6,00

Editora: Expressão Popular
Autor: Fidel Castro
P?ginas: 54
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SINOPSE:

A tomada do poder em Cuba, em 1959, é fruto de um longo processo de lutas do povo que, como sempre lembra Fidel em seus discursos, tem como grande idealizador e inspirador José Marti. Ele fora um incansável combatente – nas ideias e na prática – pela independência e soberania da ilha. É inspirado nele que um grupo de militantes desencadeia, nos anos 1950, um processo de luta contra a ditadura de Fulgêncio Batista ao tentar tomar um Quartel, em 26 de julho de 1953, episódio que ficou conhecido historicamente como o “Assalto ao quartel Moncada”.

Neste primeiro momento os militantes foram derrotados e presos. É a partir desse acontecimento que temos conhecimento da capacidade de formulação de Fidel Castro em seus discursos. Jovem advogado, Fidel – que havia sido preso quando da tomada do quartel Moncada – elabora o seu discurso de defesa, cujo título é A história me absolverá, frente à acusação feita pelo Estado. Depois da tomada do poder pelos revolucionários cubanos, os discursos de Fidel Castro sempre foram vistos como uma didática apresentação da história do povo e das lutas cubanas. Neles eram abordadas questões fundamentais para a consolidação da revolução e para formar, elevar o nível de consciência da população em geral.

É este o sentido do texto que publicamos a seguir. Um discurso de Fidel Castro, no ano de 1968, por ocasião do 15º aniversário do Assalto ao quartel Moncada. Além da comemoração desse fato histórico, ele aproveita também para fazer um breve balanço dos nove anos da Revolução Cubana, apontando as transformações ocorridas nesse período, bem como os desafios que ainda se mantém para a construção de uma sociedade comunista, sem classes.

Um dos principais aspectos a ser ressaltado em seu discurso é o desafio de se formar aquilo que Che Guevara chamava de “homem novo”. Os dirigentes revolucionários cubanos sabiam do desafio de se forjar um novo modo de vida para a construção do comunismo; sabiam que isto, apesar de estar estreitamente vinculado aos aspectos econômicos, políticos e sociais, necessitava de ser trabalhado através da prática de novos valores.

Fidel recupera este aspecto da formação de novos valores retomando a história de luta do povo cubano, iniciada ainda no século XIX, mostrando que todas as conquistas da revolução são parte de um longo processo histórico, cujo principal ator é os trabalhadores, os camponeses e o povo. Ele demonstra – ao questionar a descrença de “sábios” com relação à possibilidade de se fazer uma revolução em Cuba por conta do alto índice de analfabetismo e de uma suposta ignorância – que o povo aprende nas lutas, nas ruas, muito mais do que em anos de estudo. Essa formulação já havia sido feita anteriormente por Lenin nos antecedentes da Revolução Russa de 1917.

O caminho a ser trilhado para se chegar aí é longo, mas seus germens devem ser cultivados na prática e no cotidiano, desde já, por todos aqueles empenhados em construir a nova sociedade. A partir do exemplo de trabalhadores que abriram mão do pagamento de horas extras, Fidel demonstra que a solidariedade na prática e “transformar a consciência em riqueza” são os fundamentos para se chegar a uma sociedade sem classes.

Ao longo de seu discurso, ele chama a atenção dos jovens estudantes presentes, que não conheceram o país antes da Revolução, pois são muito novos. Ele os alerta a conhecerem através do estudo da história todas as transformações e melhorias que a luta trouxe ao povo, para se empenharem no trabalho de construção do país sob novas formas de relações sociais, baseadas em novos valores.