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Lutas de Classes na Franca de 1848 a 1850, As
R$ 42,00

Editora: Boitempo
Autor: Karl Marx
P?ginas: 192
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SINOPSE:


Nesta obra, Karl Marx analisa um período longo e extremamente movimentado da história francesa, apresentando algumas experiências conceitualmente importantes da Revolução de 1848-1849 e seus resultados. Ao aprofundar o desenvolvimento da teoria do Estado e da teoria da revolução, o filósofo alemão chega à consciência fundamental de que a realização da tarefa histórica da classe trabalhadora é impossível no quadro da república burguesa, demonstrando que a ditadura do proletariado é uma fase de transição necessária para a abolição de todas as diferenças de classe, para a reconfiguração econômica da sociedade e para sua construção em uma ordem socialista. Marx também trata detalhadamente da situação e do papel do campesinato, fundamentando a necessidade de sua aliança com a classe operária. 

Esta obra de Marx foi publicada pela primeira vez em 1850 como série de artigos na Nova Gazeta Renana, de Hamburgo, com o título “1848 a 1849”. No ano de 1895, Friedrich Engels produziu uma nova edição, à qual deu o título atual, As lutas de classes na França de 1848 a 1850, dotando-a de uma extensa introdução. A presente tradução , feita por Nélio Schneider, é baseada no texto dessa edição de 1895. 

Escritos no “calor da hora”, os textos de As lutas de classes na Françatambém mostram como as noções de classes e luta de classes, Estado burguês, poder político, revolução social, partidos, ideologia, entre outras – sob a perspectiva do materialismo histórico – são decisivas para a explicação das origens, dinâmica, contradições, impasses, crise e derrota da Revolução de 1848. 

Assim como O 18 de brumário de Luiz Bonaparte e A guerra civil na França, a presente obra é considerada parte do que foi convencionado chamar “obras históricas” de Marx. Segundo Caio N. Toledo, professor da Unicamp, autor do texto de orelha, não se deve relegar tais obras a um lugar secundário ou menor no conjunto da produção teórica marxiana. Para ele, são nesses escritos que se evidencia “de forma nítida e sistemática aquilo que distingue e particulariza o marxismo de todas as teorias conhecidas, qual seja a indissociável relação entre a análise científica da realidade histórica e social e a perspectiva radical e transformadora”. 

Trecho do livro 

“Quando irrompeu a Revolução de Fevereiro, todos nós nos encontrávamos sob a influência da experiência histórica, principalmente da ocorrida na França. Com efeito, justamente ela dominara toda a história europeia desde 1789 e dela havia partido agora também o sinal para a revolução geral. Assim, foi óbvio e inevitável que as nossas concepções a respeito da natureza e do curso da revolução “social” proclamada em Paris, em fevereiro de 1848, ou seja, da revolução do proletariado, estivessem fortemente matizadas pelas memórias dos modelos de 1789-1830. E, então, definitivamente, quando o levante parisiense teve repercussão nas revoltas vitoriosas de Viena, Milão, Berlim, quando toda a Europa até a fronteira russa foi arrebatada pelo movimento; quando, então, no mês de junho, foi travada em Paris a primeira grande batalha pela supremacia entre proletariado e burguesia; quando até mesmo a vitória de sua classe abalou a burguesia de todos os países a tal ponto que ela voltou a refugiar-se nos braços da reação monárquico-feudal que acabara de derrubar – em vista dessas circunstâncias, não poderíamos ter nenhuma dúvida de que tivera início o grande embate decisivo e que ele deveria ser travado num único período revolucionário longo e cheio de vicissitudes, mas que só poderia terminar com a vitória definitiva do proletariado”. – Friedrich Engels 

Sobre a Coleção Marx-Engels 

A publicação de Lutas de classes na França de 1848 a 1850 dá continuidade ao ambicioso projeto da Boitempo de traduzir o legado de Karl Marx e Friedrich Engels, contando com o auxílio de especialistas renomados. Com 14 volumes publicados, a coleção Marx-Engels teve início com a edição comemorativa dos 150 anos do Manifesto Comunista, em 1998. Em seguida foi publicada A sagrada família (2003), obra polêmica que assinala o rompimento definitivo de Marx e Engels com a esquerda hegeliana. Os Manuscritos econômico-filosóficos (2004) vieram na sequência, ao qual se seguiram os lançamentos de Crítica da filosofia do direito de Hegel (2005);Sobre o suicídio (2006); A ideologia alemã (2007); A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (2008); Sobre a questão judaica (2010); Lutas de classes na Alemanha (2010); O 18 de brumário de Luís Bonaparte(2011); A guerra civil na França (2011), em comemoração aos 140 anos da Comuna de Paris; os Grundrisse (2011); Crítica do Programa de Gotha(2012); O socialismo jurídico (2012) e agora Lutas de classes na França de 1848 a 1850. Em 2013, a editora planeja publicar o primeiro volume de O capital.