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Programa da Revolucao
R$ 30,00

Editora: Nova Palavra
Autor: Marx, Engels, Lenin e Trotsky
P?ginas: 159
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SINOPSE:

Desde a queda do Muro de Berlim e dos regimes burocráticos da Europa do Leste, há quase 20 anos, o imperialismo anuncia aos quatro ventos que é o grande vitorioso na batalha com o socialismo. Seus porta-vozes anunciaram até… o fim da História. Grande pretensão!

O fato nu e cru, porém, é que as condições de vida da classe trabalhadora não param de piorar no mundo atual. As revoltas da fome, que atingiram dezenas de países neste ano, são um exemplo terrível do que o apodrecido sistema capitalista reserva para a humanidade.

Sob o fogo cerrado do ataque mundial ao custo do trabalho – com as terceirizações, os fechamentos de fábricas, as relocalizações de indústrias, a desregulamentação –, a classe trabalhadora resiste, apoiando-se em suas organizações. O velho fantasma da luta de classes continua a assombrar os poderosos do mundo.

Para que a ação espontânea e combativa da classe seja eficaz, um programa de lutas é decisivo – é uma bússola a apontar um rumo, mesmo em meio ao denso nevoeiro. Um programa revolucionário não brota de uma cabeça iluminada, mas, ao contrário, é fruto da experiência e da longa história de combates da classe operária. Por isso, neste segundo livro publicado pela editora Nova Palavra, decidimos recuperar três momentos decisivos da elaboração do programa da revolução socialista. Os três momentos estão encadeados, e cada qual se apóia na elaboração anterior.

Em 1848, Marx e Engels elaboraram o Manifesto do Partido Comunista, numa época em que o capitalismo se expandia e a classe operária iniciava sua organização. Foi uma base sólida para dezenas de anos de ação política. Em 1917, iniciada a Revolução Russa, Lênin então apresenta as Teses de Abril, que, partindo da elaboração de Marx e Engels, estabelecia o programa político que levou ao poder o Partido Bolchevique. Em 1938, já na época do imperialismo (na qual vivemos até hoje), e diante dos problemas colocados pela contra-revolução stalinista à frente do Estado soviético, Trotsky elabora o Programa de Transição, estabelecendo uma linha política para os revolucionários cuja validade é marcante nos dias atuais. A edição é fechada por um texto de Pierre Lambert, dirigente da 4ª Internacional morto no início de 2008, abordando a atualidade do Programa de Transição.

Por fim, queremos ainda chamar a atenção dos leitores para a forma como estão aqui apresentadas as Teses de Abril. Publicamos o texto entremeado com o debate vivo dos revolucionários na época. Nele fica claro que Lênin, apesar de ser o principal dirigente do Partido Bolchevique, era bem minoritário no início do debate, e teve de se empenhar a fundo para convencer a maioria do partido a adotar suas teses. Longe de ser uma organização monolítica – como quer fazer crer a burguesia e como Stálin quis implantar depois pelo terror –, o Partido Bolchevique tinha como fundamento a democracia operária, baseada na livre discussão, com o objetivo de construir a unidade na ação. O livre debate de idéias, confrontado à experiência da intervenção prática, é a ferramenta fundamental para o avanço da consciência de classe. É com esse espírito que entregamos a nossos leitores este livro. Boa leitura!