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DO MARXISMO AO POS-MARXISMO?
R$ 42,00

Editora: Boitempo
Autor: GORAN THERBORN
P?ginas: 152
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SINOPSE:

Planejado como um mapa e uma bússola, Do marxismo ao pós-marxismo?, do sociólogo sueco Göran Therborn, é uma tentativa de entender as mudanças sociais e intelectuais entre os séculos XX e XXI. Não tem a pretensão de ser uma história das ideias, mas apresenta propósitos bem claros: situar os espaços de pensamento e as práticas da esquerda; analisar a trajetória do marxismo no século XX; antecipar seu legado para o pensamento radical no século XXI.

Therborn é conhecido pela desenvoltura com temas diversos, que vão do alto nível de especialização exigido pelas estatísticas demográficas até os desdobramentos contemporâneos do pensamento crítico. “Estamos diante de um sociólogo vocacionado para a pesquisa conceitual, mas que não renuncia ao diálogo com os dados empíricos”, afirma Ruy Braga ao distinguir Therborn de outros teóricos sociais. “Num ambiente universitário cada dia mais especializado, este livro relembra-nos uma antiga lição do marxismo clássico: o contato com audiências extra-acadêmicas enriquece o pensamento crítico.”

Aqueles que conhecem o sociólogo apenas por Sexo e poder, seu memorável estudo das transformações da instituição familiar no século XX, possivelmente se surpreenderão com Do marxismo ao pós-marxismo?, publicado pela primeira vez em português, pela Boitempo.

A pergunta que norteia este livro conciso e panorâmico é: o marxismo ainda é relevante? Para Therborn, o marxismo pode ter um futuro incerto, mas sua principal fonte ainda tem muito a oferecer para a nossa época: “É bastante provável que Marx seja redescoberto muitas vezes no futuro; novas interpretações serão feitas e novas inspirações serão encontradas – embora pouco propícias a identificações ismo-ista. (...) a impressão que tenho é que ele está amadurecendo, como um bom queijo ou um vinho de safra – não recomendável para festas dionisíacas ou pequenos goles na frente de batalha. Ele é, de preferência, uma companhia estimulante para o pensamento profundo sobre os significados da modernidade e da emancipação humana”, afirma o autor, para quem a história da filosofia tende a produzir sempre novas técnicas de leitura.

Estimulante para o especialista e acessível ao público em geral, o livro assume uma visão planetária que observa a economia global, faz o balanço dos sucessos da "esquerda" no século XX e lamenta o que o autor chama de "a guerra de Bush contra o mundo". Depois de apresentar uma breve história do marxismo no século XX, o terceiro e talvez mais impressionante ensaio analisa o espectro de intelectuais de esquerda na virada do século XXI, abordando Habermas, Derrida, Hardt e Negri, entre outros. Suas observações afiadas alcançam as mais recentes tendências da filosofia contemporânea, como a retomada teológica da crença defendida por Alain Badiou e Slavoj Žižek e o utopismo de Fredric Jameson e David Harvey.

Em uma declaração provocativa, Therborn diz que a esquerda precisa redescobrir um senso de diversão e prazer. “O compromisso da esquerda com o trabalho, com os direitos humanos socialmente significativos e com a não violência deveria cogitar também uma sociedade universal de prazer e diversão. A alegria sensual tem sido uma das contribuições brasileiras mais importantes aos Fóruns Sociais Mundiais e à possibilidade de um mundo diferente.”