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OUTRAS NATUREZAS, OUTRAS CULTUAS
R$ 34,00

Editora: 34
Autor: Philippe Descola
Páginas: 58
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SINOPSE:

À primeira vista, poucas noções parecem tão evidentes e tão universais quanto as de "natureza" e "cultura". De um lado, tudo que se produz sem intervenção humana: mares, montanhas, estrelas, plantas e animais. De outro, tudo que é fruto do nosso engenho: ferramentas e cidades, artigos de lei e obras de arte. Diante de matéria tão pouco polêmica, o que mais haveria para se dizer?
Ocorre que as coisas são mais complicadas do que parecem. Basta um pouco de reflexão para percebermos que há seres e coisas que participam de ambos os mundos, a começar por nós mesmos, protagonistas da "cultura", mas intimamente ligados por nossos corpos ao universo da "natureza". Não bastasse isso, cada cultura humana parece traçar de modo diverso a fronteira que a separa da natureza ao redor - isso quando se dá ao trabalho de distinguir entre uma e outra, como bem recorda Philippe Descola em Outras naturezas, outras culturas. Estudioso dos achuar, povo indígena da Amazônia equatoriana, o antropólogo francês convida-nos a pensar sobre as muitas maneiras de conceber nossos elos com o mundo ao nosso redor - para que tomemos distância de nossas rotinas mentais, mas também para que contemplemos outras maneiras de habitar a terra e viver a condição humana.
Volume originalmente editado na coleção Les Petites Conférences, publicada na França pela editora Bayard, esta breve conferência de Philippe Descola sobre natureza e cultura foi proferida em Montreuil, perto de Paris, em 3 de fevereiro de 2007, e chega agora ao leitor brasileiro no âmbito da coleção Fábula.


Sobre o autor
Philippe Descola, nascido em Paris, em 1949, é um dos principais antropólogos franceses de sua geração. Formado em filosofia pela École Normale Supérieure de Saint-Cloud, fez seu doutorado em antropologia na École Pratique des Hautes Études, sob a orientação de Claude Lévi-Strauss, com uma tese baseada em seu trabalho de campo entre os achuar da Amazônia equatoriana, entre 1976 e 1979. Ensinou a partir de 1987 na École des Hautes Études en Sciences Sociales e, em 2000 foi nomeado para uma cátedra de antropologia no Collège de France. Suas pesquisas investigam os modos de socialização da natureza, a formação das noções de "natureza" e "cultura" e as diferentes ontologias que daí derivam. É autor de obras como La nature domestique (1986), Les lances du crépuscule (1993), Par-delà nature et culture (2005) e La composition des mondes (2014).