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Perda da Razão Social do Trabalho, A - Terceirização e Precarizaçã
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Editora: Boitempo
Autor: Graça Druck e Tânia Franco (org)
P?ginas: 240
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SINOPSE:

"A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização reúne ensaios de doze autores, organizados pelas pesquisadoras Graça Druck e Tânia Franco que há mais de duas décadas se dedicam a estudar as múltiplas conexões entre saúde e trabalho, além da repercussão das políticas de flexibilização das empresas sobre a situação do emprego e a atividade dos trabalhadores.
São três os tipos de escrito: em primeiro lugar, o livro traz reflexões teóricas sobre as transformações do trabalho, sua nova `morfologia` e a `nova conformação da classe trabalhadora`, de acordo com expressões de Ricardo Antunes, cujo artigo abre o volume.
Em segundo lugar, apresenta os substantivos resultados de uma pesquisa de campo realizada no Nordeste – em particular a região metropolitana de Salvador –, região relativamente pouco estudada pelas ciências sociais do trabalho. Os autores estudam a terceirização em empresas de ponta, com riscos industriais relevantes para a saúde e o meio ambiente, e indicam as principais mudanças e permanências, desde a década de 1990 até os dias de hoje. Num dos ensaios, Jacob Lima analisa o papel atual das cooperativas no Brasil e aponta as especificidades dessa forma de organização do trabalho numa lógica de flexibilização produtiva.
Em terceiro lugar, o volume faz uma consideração acerca da dimensão subjetiva a partir da expressão dos próprios atores sociais, tendo por base depoimentos e entrevistas de dirigentes sindicais de diferentes setores do Brasil e da França.
Os pesquisadores aqui reunidos inscrevem-se no debate sobre a conjuntura mundial de precarização social e de precarização do trabalho, iniciado no âmbito internacional na década de 1990, a partir da contribuição de Robert Castel em As metamorfoses da questão social. Se os regimes de proteção social e de direitos do trabalho variam enormemente, sobretudo entre os países capitalistas avançados e os países ditos em vias de desenvolvimento, o processo de `desestabilização dos trabalhadores estáveis` e a vulnerabilidade dos estatutos de emprego atingem hoje pessoas de ambos os grupos de países. Esta obra presta particular atenção à questão da erosão dos direitos dos trabalhadores nesse contexto.