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Combo Angela Davis
R$ 126,90

Editora: Boitempo
Autor: Angela Davis
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SINOPSE:

Combo com os três livros da autora lançados pela editora Boitempo com 10% de desconto!
Confira sinopse de cada livro:

A LIBERDADE E UMA LUTA CONSTANTE

O novo livro da ativista política Angela Davis reúne uma ampla seleção de seus artigos, discursos e entrevistas recentes realizados em diferentes países entre 2013 e 2015, organizados pelo militante dos direitos humanos Frank Barat. Os textos trazem reflexões sobre como as lutas históricas do movimento negro e do feminismo negro nos Estados Unidos e a luta contra o apartheid na África do Sul se relacionam com os movimentos atuais pelo abolicionismo prisional e com a luta anticolonial na Palestina. Além de sua reconhecida atuação política no combate ao racismo, Davis denuncia também o sexismo, demonstrando de forma muito objetiva a relação entre a violência contra a mulher e a violência do Estado.

De acordo com a autora, não há possibilidade de se combater a violência sem desmontar as estruturas do sistema capitalista. Ao afirmar que, “quando as mulheres negras se movem, toda a estrutura política e social se movimenta na sociedade”, Davis sintetiza a importância fundamental do movimento das mulheres negras na desestruturação e desestabilização das rígidas e consolidadas relações desiguais de poder na sociedade, representadas pela dinâmica de violência, supremacia branca, patriarcado, poder do Estado, mercados capitalistas e políticas imperiais.

A liberdade é uma luta constante permite ao leitor acompanhar a saga dessa persistente e ousada ativista contra as diversas formas de submissão humana e tem um significado especial neste momento crítico da sociedade brasileira, que vive certo sentimento de desesperança e impotência ao perceber quão distante se está de uma mudança estrutural na política e de transformações efetivas na condição de vida da maioria. “A leitura desta obra nos recoloca em um espaço próprio, o da resistência, o de nunca desistir da luta que deve ser empreendida. Reencontrar o pensamento, as ações, o comprometimento de Angela Davis com as lutas que ultrapassam as questões vividas em solo nacional nos ensina também a pensar a nossa luta em relação a todos os ‘condenados da terra’, como escreveu Frantz Fanon.”, afirma Conceição Evaristo no texto de orelha.

Diante das injustiças globais, Angela Davis inspira o leitor a imaginar e construir um movimento de libertação de todos os seres humanos.


MULHERES, CULTURA E POLITICA

Nessa compilação de discursos e artigos, a ativista política Angela Davis – autora de Mulheres, raça e classe, publicado com estrondoso sucesso pela Boitempo em 2016 – apresenta um balanço de sua luta por uma mudança social progressista. Dividida em três eixos temáticos, “Sobre as mulheres e a busca por igualdade e paz”, “Sobre questões internacionais” e “Sobre educação e cultura”, a obra aborda as mudanças políticas e sociais pelas quais o mundo passou nas últimas décadas em relação à igualdade racial, sexual e econômica.

A autora traz dados históricos e estatísticos detalhados sobre as condições das mulheres, da classe trabalhadora e da população negra nos Estados Unidos durante o governo Reagan, mostrando como a política adotada naquela administração operou para enfraquecer esses grupos sociais. Mostra, ainda, as influências das políticas norte-americanas em países da América Central, da África e do Oriente Médio, destacando o impacto que tiveram para fortalecer um movimento econômico mundial de concentração de renda e enfraquecimento das lutas sociais em vários países do mundo. Ao mesmo tempo, ela faz reflexões importantes sobre a resistência representada pelos movimentos sociais e sobre o potencial de conscientização e contestação da educação e das artes, em especial a pintura, a fotografia e o blues. Por meio dessa reflexão, Davis argumenta que a convergência dos diversos grupos, em diferentes países, em torno de interesses comuns é essencial para a construção de um mundo menos desigual.


Trechos

“A política não se situa no polo oposto ao de nossa vida. Desejemos ou não, ela permeia nossa existência, insinuando-se nos espaços mais íntimos.” – Angela Davis

“O ofício no ativismo político envolve inevitavelmente certa tensão entre a exigência de que sejam tomadas posições em relação aos problemas atuais à medida que eles surgem e o desejo de que sua contribuição, de alguma forma, sobreviva à ação do tempo. Este é um esforço de dar, em retrospecto, alguma continuidade a uma vida que por quase duas décadas tem sido inspirada pelas lutas locais e globais em busca de uma mudança social progressista.” – Angela Davis

“Eis o coração e a mente de Angela Davis: aberto, implacável e oportuno! Ela é tão radiante e verdadeira como aquele invencível nascer do sol – ela deseja avançar, com toda a esperança e toda a graça de sua vida absolutamente dedicada.” – June Jordan

MULHERES, RAÇA E CLASSE

Angela Davis escreve para além do próprio tempo. Prova disso é que, 35 anos após a publicação original, o livro Mulheres, raça e classe chega ao Brasil envolto por frisson. É a primeira tradução da obra para o português. Ao longo das 248 páginas, a autora realiza um apanhado histórico sobre as lutas feminista, antirracista e antiescravagista. A publicação é da Boitempo Editorial.
 
Professora, filósofa e integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, Angela ficou famosa ao ser protagonista de um notório julgamento da justiça norte-americana. Angela foi ligada a um crime ocorrido em agosto de 1970, quando um julgamento em um tribunal acabou em fuga do réu, perseguição policial e mortes. A professora, que à época já integrava o movimento Panteras Negras, não estava na cena do crime – mas a arma utilizada estava em seu nome.
 
Angela teve a prisão decretada e fugiu durante alguns meses, para ser presa em Nova York após uma das maiores caçadas humanas da história. Ela foi detida, ficou encarcerada por 18 meses e, em seguida, inocentada das acusações. A situação da professora deu origem a campanha “Libertem Angela Davis”, que ganhou repercussão ao redor do mundo e teve ecos nos meios artísticos.
 
Como ativista conhecida internacionalmente, Angela oferece novas angulações e perspectivas em sua obra – ajudando a romper paradigmas considerados imutáveis. Apesar das fortes referências norte-americanas, a leitura do livro não fica comprometida. Pois os cenários de perseguição, abuso de poder, trabalho escravo e racismo, descritos pela estudiosa na obra, são familiares à rotina brasileira.