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Nova Divisão Sexual do Trabalho? Um Olhar Voltado Para a Empresa e a Sociedade
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Editora: Boitempo
Autor: Helena Hirata
P?ginas: 335
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SINOPSE:

O livro Nova divisão sexual do trabalho?, de Helena Hirata, é o resultado de longa reflexão feita por uma das mais importantes pesquisadoras sobre a temática que trata das interfaces e transversalidades entre trabalho, classe e gênero. Com uma contribuição que tem repercussão mundial, Helena Hirata apresenta neste livro o resultado (inédito no Brasil) de duas décadas de rigorosa pesquisa, com o olhar voltado para as inúmeras particularidades e metamorfoses que vêm ocorrendo no mundo do trabalho.

Países como Japão, França e Brasil são pesquisados de modo comparativo, sempre perseguindo a hipótese de que, quando se assume um enfoque do ponto de vista das relações de gênero, o problema do emprego feminino transcende a análise do mercado de trabalho.

Percorrendo as múltiplas faces do trabalho, a autora confere à dimensão sexuada elemento de relevância nos estudos do trabalho. E, ao fazer isso, mescla tanto as dimensões econômicas e sociais quanto as sexuais para se compreender a nova divisão internacional do trabalho, com suas inúmeras faces.

Dentre suas descobertas, Helena Hirata constatou uma extrema diversidade na gestão da força de trabalho, quando o olhar tem como referência o corte Norte-Sul. Reconhece, por exemplo, no que concerne à organização do trabalho dos três países acima referidos, que o trabalho manual e repetitivo era predominantemente atribuído às mulheres, sendo que aquele mais dotado de atributos e conhecimentos técnicos era predominantemente destinado aos homens. Enquanto as áreas de trabalho intensivo são reservadas predominantemente às mulheres, aquelas dotadas de maior capital intensivo, com maior incremento tecnocientífico, são majoritariamente destinadas ao trabalho masculino.

Disso decorre freqüentemente, segundo Hirata, uma maior precarização do trabalho das mulheres, recorrentemente em regime de part-time, marcado por maior informalidade, redução salarial, e também pela falta de perspectiva promocional na carreira, restrições na política de formação profissional, mesmo quando o emprego é marcado por estabilidade, como é o caso do emprego público.