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Processos Crime - Escravidão e Violência em Botucatu
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Editora: Alameda
Autor: Cesar Mucio Silva
P?ginas: 123
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SINOPSE:

A historiografia mundial sofreu uma transformação radical quando intelectuais como o francês Fernand Braudel (1902-1985), na célebre revista Annales, apontaram que a pesquisa histórica não precisava estar voltada apenas para questões nacionais que envolvem milhares ou mesmo milhões de pessoas. Nesse sentido, a análise da vida cotidiana, com seus hábitos, moda, festas, religiões e relações de gênero, por exemplo, passou a ganhar espaço. O mesmo ocorreu com a chamada história regional, ou seja, aquela que se debruça sobre realidades locais e permite ao leitor, a partir dali, traçar paralelos entre diversos micro e macrocosmos. É na corrente da história regional que se insere o livro Processos-Crime: violência e escravidão em Botucatu. Doutorando em História na USP, Cesar Mucio Silva aborda a violência e a escravidão na cidade paulista de Botucatu, na segunda metade do século XIX. Segundo o historiador Paulo Alves, do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e professor aposentado da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus de Assis, na apresentação do livro, “o texto flui sem ser uma narrativa clássica, articulando os diálogos nos processos com o discurso analítico do autor”.A base do trabalho são os processos-crime do século XIX, em que réus e vítimas são escravos que praticaram delitos passionais ou que, por motivos aparentemente fúteis, tiveram que enfrentar a Justiça e seus procedimentos formais. Assim, além de estudar as relações entre escravos e homens livres em Botucatu, o autor reflete sobre a realidade histórica local do ponto de vista da prática da escravidão no Brasil. Cesar Mucio mostra que o escravo em Botucatu geralmente não era um trabalhador do eito, mas exercia diferentes funções, como carregador, serviçal doméstico, vendedor ambulante, consertador de cercas, carroceiro, ajudante em bar, tropeiro, boiadeiro ou domador de mulas. Por isso, suas relações com os senhores e os homens brancos eram relativamente flexíveis e atenuavam a condição do “ser escravo” em Botucatu.