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Violência e Democracia o Paradoxo Brasileiro
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Editora: Paz e Terra
Autor: Angelina Peralva
P?ginas: 217
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SINOPSE:

No Brasil, o retorno à democracia ocorreu pari passui com uma intensificação sem precedentes da criminalidade. O número de delitos aumentou nos anos 70. Mas o crescimento das taxas de homicídio tornou-se Particularmente visível no momento da abertura política, nos anos 80, quando atingiu patamares até então desconhecidos. Em um único ano, entre 1979 e 1980, o número de crimes de sangue cometidos no conjunto do território nacional elevou-se em 25%. O crescimento da criminalidade é inseparável da desorganização que afetou as instituições responsáveis pela ordem pública, no curso de uma transição democrática longa e difícil. Exacerbou-se a violência policial contra a população civil, e acentuou-se o comprometimento da polícia com o crime. A delinqüência foi estimulada pela ausência de políticas eficientes de manutenção da ordem. A segurança privatizou-se e os fenômenos de justiça ilegal ganharam importância. Ma as transformações mais gerais da sociedade brasileira, sua mutação igualitária e a passagem a um individualismo de massa, também não podem ser deixadas de lado quando se tenta entender as lógicas de desenvolvimento da violência e do crime. A uma maior integração dos pobres urbanos ao universo moderno, corresponderam novos conflitos socioculturais que assumiram em certos casos formas violentas, embora não necessariamente criminosas. A essas mudanças, somou-se a idéia, presente sobretudo entre os jovens, de que a vida passara a comportar uma dimensão de risco mais importante que no passado.